A semente dessa visão foi plantada em 1986, quando Paulo teve a oportunidade de auxiliar um padeiro e percebeu os riscos de contaminação associados ao excesso de manuseio durante o processo produtivo.
Aquela experiência despertou uma inquietação que nunca mais o abandonou.
E se fosse possível desenvolver uma forma mais segura, higiênica e eficiente de produzir?
A inquietação transformou-se em uma ideia. Com o passar dos anos, essa ideia ganhou forma, propósito e direção.
Em 2009, a convite de seu amigo Everaldo Ribeiro, então gerente da Padaria Pão Total, em Piúma (ES), Paulo atuou como ajudante de padeiro durante três meses.
Foi uma experiência transformadora. Ali, pôde literalmente “botar a mão na massa”, vivenciando de perto a rotina, as dificuldades e os desafios enfrentados diariamente na produção de uma padaria.
Essa experiência prática abriu caminho para novas observações, testes e descobertas — e, principalmente, para o desenvolvimento de soluções inovadoras para a padaria do futuro:
mais segura, mais higiênica, mais automatizada e mais eficiente.
Como acontece com muitos visionários, Paulo também encontrou o ceticismo pelo caminho.
Muitos diziam:
“Desista disso. As máquinas para padarias já são produzidas por empresas com décadas de experiência no mercado. Onde você imagina que vai chegar com essas ideias de modernização?”
Mas a persistência falou mais alto.
Autodidata desde a infância — quando já criava seus próprios brinquedos —, Paulo nunca deixou de observar, imaginar e inventar.
Ao longo dos anos, aprimorou sua capacidade criativa por meio da experiência prática, mesmo diante da falta de espaço, recursos e apoio formal.
Em 2009, Paulo iniciou uma jornada ainda mais intensa em busca de conhecimento, oportunidades e parceiros.
Com o apoio do SEBRAE/Campos-RJ e por indicação do consultor Paulo Clébio, conheceu a Tec Campos Incubadora de Empresas, no campus da UENF.
Esse encontro abriu portas para novas conexões, parcerias estratégicas e possibilidades de desenvolvimento, contribuindo para transformar ideias em projetos mais estruturados.
Ao lado de Noel Júnior e Eduardo Póvoa, Paulo começou a estruturar aquilo que, mais tarde, viria a se tornar a i9dade.
Transformar uma invenção em um produto acessível exige muito mais do que uma boa ideia.
É necessário tempo, pesquisa, investimento, desenvolvimento, prototipagem, validação técnica, proteção da propriedade intelectual, transferência de tecnologia, licenciamento e, finalmente, aceitação pelo mercado.
Por isso, acreditamos na importância de fortalecer a pesquisa aplicada, a transferência de tecnologia e o empreendedorismo inovador, especialmente no cenário brasileiro.
Uma boa ideia pode nascer de uma necessidade simples, de uma experiência cotidiana ou da observação de um problema que muitas vezes passa despercebido.
O verdadeiro desafio está em transformar essa percepção em uma solução que seja:
Produção que é viável – segura – eficiente – acessível e capaz de gerar impacto.
Foi assim que começou essa jornada.
Através de uma inquietação, uma ideia, um protótipo, uma invenção e uma nova visão para o futuro.
Respondendo a pergunta no topo deste conteudo.
Por que nas PADARIAS, a produção fica escondida? Pois se o consumidor pudesse ver como o pão é produzido, certamente deixasse de comprá-lo — ou escolhesse outra padaria.”
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